Relato de Parto II

Relato de Parto II

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Continuação do relato de parto Caminho de Parto e (Re)Nascimento.

Com o obstetra, a cada consulta me sentia mais confiante!

Esse papo de “tentar” parto normal parecia algo distante, e sim, “ter” um parto normal se tornava algo provável, até porque eu já sabia que a maioria dos indicativos de cesária estavam atreladas a “falsas necessidades”, como por exemplo, cordão enrolado, bebê grande, não dilatar, etc.

1ª Decisão: Ter uma doula

Dentre as decisões tomadas que considero mais importantes foi optar por ter uma doula, uma mulher mãe… fonte de sabedoria cósmica na geração da vida.

Conhecedora da fisiologia do parto, Tuane me ajudou a entender que tudo que estava acontecendo era parte do processo, que estava evoluindo… que podia realmente confiar… que podia me mover como eu quisesse, podia comer, podia me expressar livremente… que não precisava ter medo… que o que eu estava vivendo era bonito e profundo… que estava tudo bem.

2ª Decisão: Iniciar o trabalho de parto em casa

Outra decisão foi optar por iniciar o trabalho de parto em casa e ir para a maternidade o mais próximo possível do momento do nascimento. Isso por entender que quanto mais tempo na maternidade mais chances de “ser submetida” a intervenções obstétricas para se atingir o objetivo de sair/tirar o bebê.

3ª Decisão: Não avisar a ninguém

Neste sentido, queria me distanciar da lógica do tempo cronológico e mergulhar no tempo de kairós. E para isso, também decidi não avisar ninguém quando estivesse em trabalho de parto, com exceção do meu marido, da minha irmã gêmea com seu marido, a doula e o obstetra.

Entendi e senti que eu precisava viver isso na maior intimidade possível e com o mínimo de interferências externas. Entendi e senti que não era algo para ser socializado. Era o meu momento, talvez o momento mais meu de todos até então já vividos, no sentido da potência sutil e profunda de acessar a mim mesma.

Queria sentir meu corpo e seguir os instintos mais profundos.

Queria parir… só isso e tudo isso!

E o dia chegou!

(escrito por @doulabrunabardini – 28 março 2015)

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